sexta-feira, 17 de julho de 2015

XXI SEMINÁRIO PEDAGÓGICO "RUMOS ABERTOS"

Começa amanhã o XXI Seminário Pedagógico Rumos Abertos, organizado pelo Instituto Pandavas (Monteiro Lobato - SP)

Estarei lá.

Minha Oficina: Modalidades Didáticas de Ensino de Leitura






Acesse o link a seguir para conferir a programação e conhecer o Instituto.

http://www.institutopandavas.org.br/seminario-rumos-abertos-2015/

terça-feira, 14 de julho de 2015

GRUPOS DE ESTUDOS SOBRE ENSINO DA LEITURA E DA ESCRITA


Aviso aos embarcados na viagem de estudos de ensino de leitura e de escrita:
Estou imensamente grata a todos os amigos pela divulgação dos Grupos de Estudo sobre Ensino de Leitura e de Escrita que resolvi abrir, em função da demanda que me era apresentada, por insistência de amigas como a querida Elenita Neli Beber Beber, e, sobretudo, por causa da paixão pelo tema e pela profissão.
Já temos três Grupos em São Paulo: um já constituído (de 8h, aos sábados), e dois em constituição (um de 4h e outro de 8h aos sábados). Temos também um grupo em Mococa, outro em Santa Bárbara D'Oeste, já fechados. Ainda estou esperando decisões de outras localidades, como Santo André (Escola Xingu), Guarulhos, Bauru.
Cada grupo começa a receber cronograma, endereço de realização e outras informações, ainda essa semana.
Abraços a todos que o final de julho está aí e nossos estudos já se iniciam.
Sejam todos bem-vindos!!!

CONGRESSO DE EDUCAÇÃO MUNICIPAL EM VOTORANTIM


Amanhã, 9h30, Votorantim: Congresso de Educação do Município, cujo tema é "O Papel Social da Escola e a Diversidade do Currículo".
Minha palestra: "Multiletramentos na escola: a leitura nas diversas áreas".
A proposta do Congresso:


“Educadores e educadoras de todas as escolas vêm expressando inquietações sobre o que ensinar e aprender, sobre que práticas educativas privilegiar e, ainda, sobre o papel da escola na sociedade atual.
Que diálogo é possível entre a teoria acumulada e as propostas e práticas vivenciadas no chão da Escola?
Essa indagação mostra um primeiro significado: a consciência de que os currículos não são conteúdos prontos a serem passados aos alunos. São uma construção e seleção de conhecimentos e práticas produzidas em contextos concretos e em dinâmicas sociais, políticas e culturais, intelectuais e pedagógicas. Conhecimentos e práticas expostos às novas dinâmicas e reinterpretados em cada contexto histórico.
Nesse sentido, não é difícil reconhecer que o papel social da escola está diretamente vinculado às escolhas curriculares. Esse reconhecimento coloca os currículos, o conhecimento, a cultura, a formação, a diversidade, o processo de ensino-aprendizagem e a avaliação, os valores e a cultura escolar e docente, a organização dos tempos e espaços em um novo referente de valor: o referente ético do direito.
E é nessa concepção que a linha temática do VII Congresso de Educação de Votorantim foi pensada. Compreender “O Papel Social da Escola e a Diversidade do Currículo” é posicionar-se contra as diversas formas de dominação, exclusão e discriminação. É entender a educação como um direito social e o respeito à diversidade no interior das nossas escolas.”

quinta-feira, 11 de junho de 2015

HAMLET DE SHAKESPEARE E O MUNDO COMO PALCO, COM LEANDRO KARNAL


“Hamlet é o anti-facebook”
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Este é o título da matéria publicada na página do site cpfl cultura, disponível no seguinte endereço: 
http://www.cpflcultura.com.br/wp/2015/04/28/hamlet-de-shakespeare-e-o-mundo-como-palco-com-leandro-karnal/.

Assisti ao vídeo anexo na página, com a fala de Leandro Karnal. De fato, poeta, imperdível: inteligência, muita informação de quem pesquisou a fundo, uma visão crítica em comentários de uma seriedade inconteste, acompanhada de uma ironia fina, por vezes. Vale muito a pena.

A seguir, o texto, na íntegra.

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"o personagem de shakespeare, diz o historiador leandro karnal no café filosófico cpfl, não só não é feliz como não faz questão de parecer feliz. “hamlet é melancólico. tem uma consciência brutal. e quem tem consciência brutal não sorri nem compartilha sua vida medíocre o tempo todo”.

o  personagem fundador da modernidade é o príncipe hamlet. dono de seu destino, ele é o primeiro personagem que vive “o príncipe”, de maquiavel. tem a crença no poder do eu e na glória. é dele, e de mais ninguém, o poder de se proclamar e a decisão de não se matar.
hamlet é, sobretudo, um grande crítico da retórica da etiqueta, dos personagens que interpretam o tempo todo e que sempre dizem apenas o que deve ser dito. para o professor de história da unicamp leandro karnal, o personagem era um grande crítico da sociedade contemporânea.
“hamlet é o anti-facebook. ele não só não é feliz como não faz questão de parecer feliz. hamlet é melancólico. tem uma consciência brutal. e quem tem consciência brutal não sorri nem compartilha sua vida medíocre o tempo todo”, disse o historiador durante o café filosófico cpfl “hamlet de shakespeare e o mundo como palco” (confira o vídeo abaixo).
para o palestrante, o mundo de artificialidades postado diariamente no facebook é um mundo destituído de consciência. um mundo que não se conhece e se nega a envelhecer. “as dores que nós inventamos – familiares, financeiras – é o disfarce de uma dor maior. uma dor não falada. quando as pessoas começarão a ser e deixarão de não ser?”, questiona.
o estoicismo de hamlet, disse karnal, é o estoicismo de quem se conhece e não se ofende. “a consciência moderna nos leva ao grande mal da humanidade: a solidão estrutural. a modernidade nos trouxe a diversidade política e religiosa. como não tenho amigos, tenho 3.000 no ‘face’. como não tenho nada interessante para mostrar, eu fotografo tudo. isso é sinal não de um narciso fraco, mas um narciso que não ouve ninguém. a solidão individual a dois ou a três é a norma de todas as pessoas.”
segundo o historiador, somos cada vez mais solitários porque temos cada vez mais dificuldade em estabelecer algo orgânico e significativo com o mundo. na peça de shakespeare, o príncipe se questiona o tempo todo. hamlet pergunta à caveira diante da morte inevitável: “quem eu sou de verdade? quem sou eu que preciso estar presente em tantos personagens? por que preciso que tanta gente me veja?”. a pergunta se estende à plateia: o que somos de verdade com ou sem o apoio da igreja, da família e de outras instituições para as quais estamos sempre cumprindo papéis? “se a família te apoiar ou te criticar, você continuará sozinho”, diz karnal.
para o historiador, a fala reflexiva de hamlet desapareceu no mundo contemporâneo. “quando penso no que estou dizendo, digo menos, porque é mais significativo. o restaurante por quilo é uma maravilha. mas restringiu todos os alimentos ao mesmo sabor. quando não tenho sabor nas coisas que eu vivo e faço, eu multiplico as coisas que vivo e faço. eu não suporto ficar em casa comigo mesmo. por isso preciso viajar o tempo todo. prefiro o caos do aeroporto ao silêncio de casa.”
essa ausência de consciência, segundo ele, é observada diante do medo de encarar a morte como um caminho inevitável. “a sabedoria é a preparação para dar sentido à vida de quem morre. a vida, sem a morte, seria insuportável. como não aceitamos o envelhecimento, criamos crianças que devem viver uma infância cada vez mais longa e protegida. mas é bom dizer às crianças que elas precisam deixar de ser crianças.”
para fugir deste encontro, no entanto, as pessoas seguem encenando. preferem se sentir vigiadas a se sentirem sozinhas. preferem a crítica ao abandono. “quem eu seria se eu estivesse absolutamente só no mundo? resposta: seremos solitários com outros solitários.”
para atingir a consciência, diz karnal, é preciso apenas dizer o que as coisas são. por isso hamlet se finge de louco. no mundo como palco, a consciência é enganada. as fotos de revistas ou o botox em rostos que não querem envelhecer, por exemplo, são enganos da consciência. “não queremos ver o rosto da medusa.”
“quanto mais escrevo ‘kkk’ no facebook, mais estou triste. preciso que o mundo ‘curta’ a vida que acho insuportável. da mesma forma, precisamos de hospício para imaginar que, estando fora, não somos loucos.”
para karnal, o que hamlet nos diz é: só interpretamos cenas, etiquetas e formalidades porque não aguentamos saber que todos fazem parte de um teatro. hamlet, lembrou o palestrante, não governou seu reino. ele foi o primeiro homem livre. o primeiro homem moderno. e pagou um preço altíssimo por isso.
“tente descobrir vagamente quem você é. você não será feliz. mas sua consciência o impedirá a ser vazio. e você não precisará postar o tempo todo na internet.”
segundo karnal, hamlet é uma peça sobretudo política. o príncipe anuncia haver algo de podre no reino da dinamarca. para isso, investiga as mazelas no seio da própria família. essa consciência hoje tem um paralelo com a democracia, afirmou. ela traz a consciência do que somos. o problema, disse, é que esse espelho é desagradável.
“muitas pessoas acreditam que a corrupção está a cargo de um partido. essas pessoas são muito felizes. a corrupção que hamlet nota começa no leito da mãe na dinamarca. aqui, começa no acostamento e no atestado médico falso. se a corrupção fosse só de um partido, eu seria feliz. eu eliminaria hamlet e o mal e adotaria paulo coelho.”
segundo o palestrante, vivemos hoje um momento de pura burrice argumentativa. “a nossa capacidade de ouvir está muito baixa. quando não quero ouvir, a solução é a guerra civil. há quem defenda: ‘vamos dividir o país’. a primeira condição da política é o diálogo. o seu ódio do outro é o seu medo de si. o diálogo nos humaniza.”"
 .

1o SEMINÁRIO PEC - UNICAMP

Notícia de mais um Seminário. Dessa vez, na UNICAMP.

1º SEMINÁRIO PEC – Projetos de Extensão Comunitária
A Coordenadoria de Assuntos Comunitários realiza, no dia 17 de junho de 2015, o 1º Seminário de Projetos de Extensão Comunitária – PEC no auditório da Biblioteca Central.
O Seminário divulgará as ações de extensão realizadas pela Unicamp com o apoio prestado pela PREAC por intermédio do Edital PEC realizado anualmente.
Esses projetos promovem para vários alunos a oportunidade de completar sua formação profissional e vivenciar situações reais, aplicando os conhecimentos adquiridos em seus cursos, muitos dos quais dedicados à população com maiores dificuldades de acesso à informação, à cultura e à saúde, assim, contribuindo para incentivar a prática acadêmica, desenvolver a consciência social e política, formar profissionais cidadãos, além de assegurar, pela práxis, a competência técnico-científica.
As ações de extensão, além de promover a solução de problemas específicos de diversos setores sociais, utilizando os conhecimentos técnico-científicos adquiridos na academia e desenvolvidos durante a sua execução, fazem retornar à Universidade novos conhecimentos e informações obtidos da interação com a sociedade. Isso propicia revisões e atualizações em seus cursos regulares de graduação ou de pós-graduação, assim como nas atividades de pesquisa, contribuindo para uma melhor formação cidadã dos estudantes.
Objetivos
O evento tem a finalidade de aglutinar e divulgar as atividades de extensão realizadas em interfaces com o ensino e a pesquisa, desenvolvidas pelos docentes, alunos e funcionários da Unicamp.
1º Seminário PEC – Projetos de Extensão Comunitária
Data e horário: 17 de junho de 2015, das 8h30 às 17h
Local: auditório da Biblioteca Central
Inscrições:  http://www.preac.unicamp.br/cac/?page_id=1696

XXI SEMINÁRIO PEDAGÓGICO RUMOS ABERTOS, REALIZADO PELO INSTITUTO PANDAVAS


Este seminário será realizado nos dias 18 e 19 de julho. Estarei lá.
Vale a pena ler o folder e conhecer o Instituto e a sua proposta de ação e educação. 
Fica em Monteiro Lobato. 
Gaste 2 minutos e acesse o site. Vai valer a pena.O endereço é o seguinte: http://www.institutopandavas.org.br/.




terça-feira, 9 de junho de 2015

GRUPOS DE ESTUDO SOBRE ENSINO DE PRODUÇÃO DE TEXTOS E DE LEITURA

Caros Colegas,

Estou organizando grupos de estudos sobre ensino de Produção de Textos e Leitura.
A ideia partiu dos profissionais da educação com os quais tenho tido contato nas assessorias, videoconferências, aulas, com o que me encantei.
Entre as demandas que se destacaram nas nossas conversas, estão as relativos ao ensino da produção de textos – em especial os de autoria; às diversas modalidades didáticas de leitura – conteúdos que focam e finalidades; à revisão de textos; e ao tratamento de aspectos discursivos, textuais e gramaticais. Por isso, esses foram os temas eleitos para serem foco do trabalho que será desenvolvido.  

Convido a todos que se interessarem a inscreverem-se.  


Carga Horária
Sete encontros mensais de 4 horas (ou 8h, se o grupo assim preferir), a começar nas últimas semanas de junho.

Horário
Sábados, em especial se durar 8h. Quartas e sextas-feiras à tarde ou à noite, a se definir de acordo com a agenda dos participantes.

Local
Em princípio, em local próximo à Estação Vila Madalena do metrô, em São Paulo, a ser confirmado a partir do cronograma.
Estamos abertos também a grupos que queiram organizar-se em locais de sua escolha.

Contato
Por e-mail: kbrak2006@gmail.com
Ao escrever, informe sobre a sua disponibilidade de horário, considerando as informações acima.

Os Do
Os Dois

Eu sou dois seres.
O primeiro fruto do amor de João e Alice.
O segundo é letral:
É fruto de uma natureza que pensa por imagens,
Como diria Paul Valèry.

O primeiro está aqui de unha, roupa, chapéu e vaidade.
O segundo está aqui em letras, sílabas, vaidades e frases.
E aceitamos que você empregue o seu amor em nós.

(Manoel de Barros)

  


"Se a história é sedimento, o aprendizado é pela pedra." (*)



Há um tempo este espaço anda meio-assim-adormecido, perdido num intervalo cuja existência remete a razões simples, como as guinadas que a vida dá de tempos em tempos.

Mudança de rumo: é este o agora.

Na verdade, acho que esse agora foi gestado nos dois últimos anos, talvez. Os seus primeiros sinais remetem a meados de 2013. Foram ficando mais fortes em 2014 - que foi um ano-pedra inteiro. Mas, como a vida teima em ser contraditória, junto com as pedras estavam os galhos que se vergaram ao vento, incólumes. E com o vento, algumas - não tão poucas - alegrias desatentas dos caminhos.

Tempo de dobrar a esquina: é mesmo este o agora.

Busca de rumos cujo destino leve a novas janelas. Ou a novos modos de ver  janelas antigas, que, vistas com outros olhos, já não serão as mesmas...

Buscar: agora é essa a hora.

Porque aprender é pela pedra.
Porque a integridade é da pedra.
Assim como a força é dos galhos que se curvam ao vento.


(*) Referência a trecho de texto de um documentário (apresentado pela Fox, se não me engano).