terça-feira, 26 de julho de 2011

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS PARA O TRABALHO COM GÊNEROS







No ano passado o Ministério da Educação realizou a 2a Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, resultado da parceria entre o Ministério da Educação (MEC), a Fundação Itaú Sociale o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC).
A organização de orientações aos professores das escolas participantes ficou sob a responsabilidade do CENPEC, que publicou um material de muito boa qualidade, de orientação enunciativo-discursiva da perspectiva da linguagem. Um exemplo disso é a participação do Professor Joaquim Dolz que escreveu o texto introdutório de cada um dos volumes do material.
Veja como o professor é apresentado no material:



"Juntamente com Jean-Paul Bronckart, Bernard Schneuwly e outros pesquisadores, Joaquim Dolz pertence a uma escola de pensamento genebrina que tem influenciado muitas pesquisas, propostas de intervenção e de políticas públicas de educação em vários países. No Brasil, a ação do trabalho desses pesquisadores se faz sentir até mesmo nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).
Dolz nasceu em 1957, em Morella, na província de Castellón, Espanha. Atualmente, é professor da unidade de didática de línguas da Faculdade de Psicologia e das Ciências da Educação da Universidade de Genebra (Suíça). Em sua trajetória de docência, pesquisa e intervenção, tem se dedicado sobretudo à didática de línguas e à formação de professores.
Desde o início dos anos 1990 é colaborador do Departamento de Instrução Pública de Genebra, atuando notadamente na elaboração de planos de ensino, ferramentas didáticas e formação de professores."


O material é composto de orientações para o trabalho com quatro gêneros discursivos:


  • Poema – 5º- e 6º- anos do Ensino Fundamental.
  • Memórias literárias – 7º- e 8º- anos do Ensino Fundamental.
  • Crônica – 9º- ano do Ensino Fundamental e 1º- ano do Ensino Médio.
  • Artigo de opinião – 2º- e 3º- anos do Ensino Médio.
Vale a pena ler, consultar e utilizar. Para cada gênero foram produzidos um caderno de orientação ao professor, uma coletânea de textos e um CD com textos lidos em voz alta e material pronto para impressão e reprodução.

O download do material pode ser feito no site do CENPEC, no seguinte endereço: http://escrevendo.cenpec.org.br/ecf/index.php?option=com_content&task=view&id=18008#AudOpi.






segunda-feira, 25 de julho de 2011

POLÊMICA SOBRE A OBRA "POR UMA VIDA MELHOR": O DOSSIÊ



A Ação Educativa publicou em seu site o dossiê da polêmica gerada pelo livro "Por uma vida melhor", por ela publicado.
Trata-se de uma coletânea de artigos publicados a respeito pelos mais diferentes autores.

Leia a introdução publicada no documento.
Entenda o caso

Desde o último 12 de maio de 2011, muitas notícias, debates e artigos foram veiculados pelos meios de comunicação acerca de um trecho presente em uma página do livro “Por uma vida melhor” que trata do que se denomina de variação linguística. Informações incorretas ou imprecisas foram divulgadas com base em uma frase retirada de seu contexto. Considerando esses equívocos, a Ação Educativa, responsável pela construção da proposta pedagógica da obra, informa que:
1.       O livro é destinado à EJA – Educação de Jovens e Adultos. Ao falar sobre o tema, muitos veículos omitiram este “detalhe” e a mídia televisiva chegou a ilustrar VTs com salas de crianças. Nessa modalidade, é necessário levar em consideração a bagagem cultural do adulto para incentivá-lo a adquirir novos conhecimentos.
2.       O capítulo “Escrever é diferente de falar”, como o próprio título indica, propõe, em um trecho específico, apresentar ao estudante da modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA) as diferenças entre a norma culta e as variantes que ele aprendeu até chegar à escola, ou seja, variantes populares do idioma.
3.       Os autores não se furtam a ensinar a norma culta. Pelo contrário, a linguagem formal é ensinada em todo o livro, inclusive no trecho em questão. No capítulo mencionado, os autores apresentam trechos inadequados à norma culta para que o estudante os reescreva e os adeque ao padrão formal, de posse das regras aprendidas. Por isso, é leviana a afirmação de que o livro “despreza” a norma culta. Ainda mais incorreta é a afirmação de que o livro “contém erros gramaticais”, ou ainda que “ensina a falar e escrever errado”.
4.       O livro “Por uma vida melhor” faz parte do Programa Nacional do Livro Didático e está plenamente de acordo com o que está proposto nos Parâmetros Curriculares Nacionais para a língua portuguesa, publicados em 1997. Por meio do PNLD, o MEC promove a avaliação de dezenas de obras apresentadas por editoras, submete-as à avaliação de especialistas e depois oferece as aprovadas para que secretarias de educação e professores façam suas escolhas. O livro produzido pela Ação Educativa foi submetido a todas essas regras e escolhido, pois se adequa aos parâmetros curriculares do Ministério e aos mais avançados parâmetros da educação linguística.
5.       A Ação Educativa tem larga experiência no tema, e a coleção Viver, Aprender é um dos destaques da área. Seus livros já foram utilizados como apoio à escolarização de milhões de jovens e adultos, antes de ser adotado pelo MEC, em vários estados.

Você pode acessar  página que trata desse assunto no seguinte endereço: http://www.acaoeducativa.org.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=2620&Itemid=2



SOBRE O LIVRO

Publicação da Ação Educativa


A Ação educativa organizou um dossiê a respeito da polêmica gerada pela publicação do livro "Por uma vida melhor", contendo esclarecimentos a respeito e artigos publicados a  respeito pelos mais diferentes autores.
Veja o que diz a nota introdutória do documento.




























Entenda o caso



Desde o último 12 de maio de 2011, muitas notícias, debates e artigos foram veiculados pelos meios de comunicação acerca de um trecho presente em uma página do livro " Por uma vida melhor" que trata do qeu se denomina de variação linguística.
 Informações incorretas ou imprecisas foram divulgadas com base em uma frase retirada de seu contexto. Considerando esses equívocos, a Ação Educativa, responsável pela construção da proposta pedagógica da obra, informa que:veículos omitiram este “detalhe” e a mídia televisiva chegou a ilustrar VTs com salas de1. O livro é destinado à EJA – Educação de Jovens e Adultos. Ao falar sobre o tema, muitos
crianças. Nessa modalidade, é necessário levar em consideração a bagagem cultural do
adulto para incentivá-lo a adquirir novos conhecimentos.
2. O capítulo “Escrever é diferente de falar”, como o próprio título indica, propõe, em um
trecho específico, apresentar ao estudante da modalidade de Educação de Jovens e Adultos
(EJA) as diferenças entre a norma culta e as variantes que ele aprendeu até chegar à escola,
ou seja, variantes populares do idioma.
3. Os autores não se furtam a ensinar a norma culta. Pelo contrário, a linguagem formal é
ensinada em todo o livro, inclusive no trecho em questão. No capítulo mencionado, os
autores apresentam trechos inadequados à norma culta para que o estudante os reescreva
e os adeque ao padrão formal, de posse das regras aprendidas. Por isso, é leviana a
afirmação de que o livro “despreza” a norma culta. Ainda mais incorreta é a afirmação de
que o livro “contém erros gramaticais”, ou ainda que “ensina a falar e escrever errado”.
4. O livro “Por uma vida melhor” faz parte do Programa Nacional do Livro Didático e está
plenamente de acordo com o que está proposto nos Parâmetros Curriculares Nacionais
para a língua portuguesa, publicados em 1997. Por meio do PNLD, o MEC promove a
avaliação de dezenas de obras apresentadas por editoras, submete-as à avaliação de
especialistas e depois oferece as aprovadas para que secretarias de educação e professores
façam suas escolhas. O livro produzido pela Ação Educativa foi submetido a todas essas
regras e escolhido, pois se adequa aos parâmetros curriculares do Ministério e aos mais
avançados parâmetros da educação linguística.
5. A Ação Educativa tem larga experiência no tema, e a coleção Viver, Aprender é um dos
destaques da área. Seus livros já foram utilizados como apoio à escolarização de milhões de
jovens e adultos, antes de ser adotado pelo MEC, em vários estados.









http://www.acaoeducativa.org.br/portal/images/stories/pdfs/dossie%20-%20por%20uma%20vida%20melhor%20final_30_06_2011.pdf





segunda-feira, 11 de julho de 2011

PARA DIVULGAR (E PARTICIPAR, CLARO...)

Como disse o Clécio Bunzen, "Bóra divulgar, pessoal!"







PARA ALIMENTAR A ALMA

Absolutamente impossível não ver e não ouvir. Poesia pura. 
Jam de Bobby McFerrin e Esperanza Spalding no 53o Annual GRAMMY Pre-telecast.





Acesse e assista: http://www.esperanzaspalding.com/cms/?page_id=30
Tua Alma, certamente, ficará agradecida.


Se depois de ouvir você se perguntar o que está fazendo um vídeo de música em um blog cuja matéria é a palavra, pense na palavra como lugar de constituição do sujeito; e pense no sujeito inteiro, de múltipla experiência feito. Pense na palavra como espaço de interlocução sobre as mais variadas experiências pessoais vividas. 
Para terminar, pense na arte. E em tudo o que é possível viver por meio dela.



IDADE MÉDIA?

Ontem, em uma "sessão de cinema" in door, uma amiga me disse que algum tempo atrás recebeu por e-mail uma mensagem que dizia o seguinte: "Nos últimos tempos, beatificamos um papa, casamos um príncipe, fizemos uma cruzada e matamos um mouro. Recentemente, quase queimamos um livro... Bem-vindos à Idade Média!".


Fiquei, com essa ideia pulsando, entre vinho e fondue e, mesmo depois de uma sessão de "Milk" (que atuação mais-que-perfeita do Sean Penn...!), que eu ainda não havia assistido... não pude tirá-la da cabeça. Hoje, depois da faxina rotineira - em casa, nas contas, e na vida - fui investigar na net - esse enorme canteiro de arqueólogo... - para saber de onde vinha.
Encontrei o texto abaixo, que compartilho com vocês.



Opinião: De volta à Idade Média

30 de maio de 2011, 11h09 
Tela de Bessonov Nicolay
Tela de Bessonov Nicolay

BEM VINDOS(AS) À IDADE MÉDIA
Não tem graça nenhuma. Estamos diante do que deno­mino de “Barbárie em Série”
Especial para a Revista O Grito!
A pro­fes­sora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Paula Reis, lem­bra, por e-mail, que esta­mos rees­cre­vendo a his­tó­ria: “Nas últi­mas sema­nas bea­ti­fi­ca­mos um papa, casa­mos um prín­cipe, fize­mos uma cru­zada e mata­mos um mouro. Bem-vindos/as à Idade Média”! Como jor­na­lista pre­cisa de fatos para com­pro­var as decla­ra­ções, enu­me­rei alguns deles, que rati­fi­cam o que pes­qui­sa­dora sentencia.
Não tem graça nenhuma. Estamos diante do que deno­mino de “Barbárie em Série”. No Brasil, par­la­men­tar imprime e dis­tri­bui pan­fleto ‘anti-gay’, uma emis­sora de tele­vi­são pensa que pode fazer humor com pes­soas autis­tas impu­ne­mente e um cida­dão ganha publi­ci­dade por fazer piada com estu­pro. Fico pen­sando: até quando a soci­e­dade e o Estado bra­si­leiro irão admi­tir que, sob o argu­mento de exer­cí­cio da liber­dade de expres­são, cer­tos “polí­ti­cos”, “pro­gra­mas” e “apre­sen­ta­do­res” divul­guem atro­ci­da­des e vio­lem os direi­tos huma­nos? Não pode­mos per­mi­tir que o mer­cado da mídia con­ti­nue usando arti­fí­cios como a expo­si­ção de víti­mas de vio­lên­cia e pro­mo­vendo aten­ta­dos à dig­ni­dade das pessoas.
Enquanto um bra­si­leiro ridi­cu­la­riza a situ­a­ção das pes­soas que têm sua vida devas­tada pela vio­lên­cia sexual, cen­te­nas de mulhe­res estão ten­tando cri­mi­na­li­zar, na África do Sul, o “estu­pro cor­re­tivo”. A prá­tica é usada como arma pelos sexis­tas e homo­fó­bi­cos que se jul­gam no direito de come­ter cri­mes con­tra a huma­ni­dade para “cor­ri­gir” mulhe­res que amam mulhe­res. As mili­tan­tes que lutam para a legis­la­ção punir os cri­mi­no­sos que usam de tal expe­di­ente já con­se­gui­ram 140 mil assi­na­tu­ras para sen­si­bi­li­zar as auto­ri­da­des diante da gro­tesca situação.
Já fala­mos da caça às bru­xas. Agora, vamos à eli­mi­na­ção dos negros. Na França, um grupo de diri­gen­tes e trei­na­do­res de fute­bol estão sendo inves­ti­ga­dos por supos­ta­mente agir com racismo. De acordo com o site Mediapart, está ocor­rendo, naquele país, a ado­ção de um sis­tema de cotas para negros e árabes para limi­tar o acesso deles aos cam­pos de trei­na­men­tos cons­truí­dos para os jovens. Como se só quem tivesse o san­gue azul pudesse ves­tir a camisa da esqua­dra fran­cesa. Alguma seme­lhança com o nazismo?
Do fute­bol euro­peu para o Brasileiro. Ou seria melhor, da xeno­fo­bia fran­cesa para a bra­si­leira? Após a clas­si­fi­ca­ção do time do Ceará para as finais da Copa do Brasil, cho­ve­ram, nas redes soci­ais, nova­mente, ata­ques con­tra os nor­des­ti­nos. O time do Ceará, popu­lar­mente conhe­cido como “vozão”, eli­mi­nou o fla­mengo do RJ do cer­tame. E mui­tas pes­soas, resi­den­tes no Sudeste, expres­sa­ram sua indig­na­ção com o resul­tado da par­tida por meio de xin­ga­men­tos con­tra os habi­tan­tes do Nordeste do país.
Para ter­mi­nar… Ou melhor, come­çar nossa volta ao pas­sado, nada mais apro­pri­ado do que repro­du­zir uma parte de uma maté­ria vei­cu­lada pelo por­tal do jor­nal O Estado de São Paulo do dia 12/05: “A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divul­gou nesta quarta-feira (11/05) uma nota ofi­cial sobre a deci­são do Supremo Tribunal Federal (STF) que reco­nhe­ceu, por una­ni­mi­dade, na última quinta-feira (05/05), a união está­vel entre casais do mesmo sexo como enti­dade fami­liar. A CNBB afirma não con­cor­dar que essas uniões está­veis sejam ‘equi­pa­ra­das à família’”.
E agora? Quem duvida de que esta­mos vivendo na Idade Média?
* Ana Veloso é pro­fes­sora da Universidade Católica de Pernambuco, dou­to­randa em Comunicação pela UFPE e inte­grante do Intervozes. Assina o blog Eu Decido, onde esse texto foi tam­bém publicad

Fonte: http://www.revistaogrito.com/page/blog/2011/05/30/opiniao-de-volta-a-idade-media/

terça-feira, 5 de julho de 2011

AINDA SOBRE A POLÊMICA



Depois de Bagno, Fiorin: palavra de autoridade gritando aqui...


Vale a pena assistir a entrevista do professor  José Luiz Fiorin  a respeito do livro "Por uma vida melhor", concedida a Ederson Granetto da UNIVESP TV.

Nessa entrevista, Fiorin não só esclarece a respeito do que diz o livro, quanto defende a proposta apresentada na obra. Um alerta para os desavisados jornalistas que saem falando do que não conhecem sem informar-se antes, criando falsas polêmicas.


(Cá pra nós 1: por onde anda a proficiência leitora dos jornalistas?)


(Cá pra nós 2: Helô, andam dizendo as boas línguas que você está na boca do Fiorin...!)


(Cá pra nós 3: aplausos, inda uma vez, ao professor Fiorin! Quem não entender agora, convenhamos... ou é ruim da cabeça ou doente do pé...)


domingo, 3 de julho de 2011


Revisar para aprender a produzir



Trata-se de um dos vídeos de uma série produzida pela Secretaria Estadual de Educação como uma das ações do Programa Ler e Escrever. A finalidade é oferecer ao professor boas referências de prática pedagógica ao professor em formação.
Em que pese a edição, que excluiu da versão final dos vários filmes cenas importantes para a orientação metodológica do trabalho, é um material valioso  que compõe o material produzido para o trabalho específico com professores das classes do PIC.
Esses vídeos encontram-se anexados ao material impresso - publicado em junho/2011 - relativo ao curso desenvolvido em 2010.
Responsáveis pelos vídeos:
Consultoria Pedagógica do Programa Ler e Escrever
Telma Weisz
Kátia Lomba Bräkling
Concepção e Elaboração de Conteúdo
Telma Weisz
Kátia Lomba Bräkling
Marly de Souza Barbosa
Silvana Augusto


Endereço para acesso da série: www.educavideosp.com.br

DIRETO DO "CATRACA LIVRE"

Reproduzo a seguir notícia publicada no site Catraca Livre.



Alunos da USP oferecem curso gratuito de português

Redação em 01/07/11
O projeto de extensão universitária Redigir oferece aulas de gramática e redação para maiores de 16 anos que estudaram, ou ainda estudam, em escolas públicas. A seleção para participar é feita com critérios socioeconômicos.
reprodução
A inscrição deve ser feita pessoalmente pelos interessados
Voltado para a comunidade e formado por alunos da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), o curso é gratuito e ministrado por estudantes da graduação que se voluntariam para o trabalho.
O curso é semestral e as aulas são ministradas semanalmente com cerca de quatro horas de duração. Os alunos são divididos em turmas de acordo com a escolha de horário feita no ato da inscrição.
Cada turma conta com quatro professores: dois para gramática e dois para redação. No decorrer do semestre, o projeto realiza atividades extras que possibilitam, além do aprendizado, o contato entre as diversas turmas.
As inscrições devem ser feitas entre os dias 21 e 23, e 28 e 30 de julho, no Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA, sala 13, na av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Cidade Universitária.
Mais informações pelo e-mail projetoredigir@gmail.com ou pelo telefone (11) 3091-1499.

SARAMAGO PARA CRIANÇAS (CRIANÇAS?)


Capa do Livro

A maior flor do mundo é uma linda história para crianças escrita por José Saramago, o grande escritor português. 
O autor diz ao leitor que a história escrita é a que contaria, caso soubesse contar história para crianças, caso tivesse o poder de fazer o impossível: escrever a melhor história de todos os tempos...!
E, enquanto vai dizendo que não saberia, vai escrevendo a história: a aventura do menino que faz uma flor brotar do chão como se fosse um carvalho; o menino que saiu de sua aldeia para fazer uma coisa que era muito, mas muito maior do que os seu próprio tamanho, do que todos os tamanhos.
Qualquer semelhança entre este menino e o autor não é mera coincidência!
Leia, recomende, leve a obra para a sua sala de aula, pra casa... enfim, faça-a, pelo menos, parte do seu acervo pessoal.

Depois que tiver lido, procure na internet o vídeo que foi feito a partir desse livro (uma animação em plasticina). Foi realizado por Juan Pablo Etcheverry e Chelo Loureiro, e teve a música composta por Emilio Aragón.
Vai encantar-se também!
Procure no seguinte endereço: http://flocos.tv/curta/a-flor-mais-grande-do-mundo.

O livro é da Editora Companhia das Letrinhas. Foi considerado Título Altamente Recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil - FNLIJ 2001, categoria criança.

INDICAÇÃO DELICADA

Um curta de Torero: "Morte"


Atores em cena final do curta.
Delicadeza. Profundidade. 15 minutos de sensível reflexão sobre o tema com Laura Cardoso e Paulo José.
Na sinopse de apresentação, no site "Porta Curtas Petrobrás", podemos ler:


Casal prepara-se para a "grande viagem" não esquecendo as flores, a música, a bagagem: tudo nos mínimos detalhes.


Torero é responsável pelo roteiro e pela direção.
No site você pode obter o roteiro, ler toda a ficha técnica do filme, acompanhar premiações e participação em festivais de cinema, ler comentários postados, e até indicações pedagógicas.
Acesse e assista.


Endereço:
http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?Cod=1513&exib=5937

INDICAÇÃO VALIOSA



Peter Sis

Você já ouviu falar na Biblioteca Mais Feliz
    
Trata-se de um portal idealizado pelo Catraca Livre e pelo Movimento Mais Feliz, que você pode acessar e doar ou solicitar livros de sua preferência, gratuitamente.
A intenção dos criadores é, por meio da troca inteligente de livros, possibilitar a democratização da cultura e contribuir para uma sociedade mais feliz.
Que tal participar?
Acesse o site, indique para seus alunos, para seus amigos, espalhe essa notícia...!

Endereço: http://www.bibliotecamaisfeliz.org

sábado, 2 de julho de 2011

O HOMEM E/NO PLANETA

Relações de Sustentabilidade




A TV Cultura e o SESC produziram uma série de 8 filmes que, de uma forma simples e divertida, mostram uma maneira de compreender  a sociedade e a relação do homem com o Planeta Terra. Os episódios foram elaborados  com a colaboração de Torero como um dos roteiristas, e conta com a colaboração de diferentes diretores da televisão brasileira.

A obra busca uma articulação entre documentário e ficção, utilizando, inclusive animação.

Assista o vídeo de apresentação no seguinte endereço:   

Além disso, leia os relatórios extraterrestres da nave estelar Vork que traz tralfamadorianos ao nosso planeta para pesquisá-lo e analisar se merece ser admitido na Confederação Planetária Unida de Lealdade Ambiental. 
Sâo 48 relatórios que fazem um diagnóstico significativo dos problemas da Terra, todos disponíveis no seguinte endereço:
http://www.somos1so.com.br/categorias/relatorio-extraterrestre/.


Vocês podem estar se perguntando: e que relações pode haver entre essa indicação e o ensino de Língua Portuguesa, o tema fundamental do Linguageria?
É simples: não se escreve e nem se lê textos sem que haja temas sendo ditos e discutidos. 
Saber escrever é saber textualizar conteúdos. Escrever, portando, é atividade que acontece articulando dois eixos: o do conteúdo temático e o do conteúdo linguístico. 
Saber ler supõe compreender os temas dos textos desvelando sua textualidade, compreendendo os efeitos de sentido produzidos por recursos de linguagem utilizados para dizer o pretendido. 
Além disso, a proficiência leitora compreende posicionar-se em relação aos temas e aos textos lidos, sendo capaz de identificar os valores neles veiculados. 
Da mesma forma, escrever supõe a capacidade de tratar dos temas por escrito de modo a imprimir nos textos a perspectiva da qual são vistos pelo escritor.
Ou seja: de uma forma ou de outra, é preciso informar-se. E discutir sobre as informações obtidas. É preciso permitir que elas entrem em contato com aquelas que já constituem o repertório pessoal de cada um, de modo a ressignificá-lo, ampliando e aprofundando percepções.
A série da TV Cultura parece ser bom material para a discussão sobre as questões ambientais da atualidade, podendo ser farto material de alimentação temática.
Quem sabe, do seu conhecimento não derivem debates regrados, produção de artigos assinados e exposições orais em seminários escolares?
Use a gosto. A cidadania em formação agradecerá.

ERA UMA VEZ A MENTIRA DA VEZ



Pinocchio; Enrico Mazzanti.


Galeano surpreende sempre. Quer seja pelo profundo grau de reflexão, quer seja pela capacidade de crítica inigualável, quer seja pela visão histórica irrepreensível, quer seja pela poesia de delicadeza feita.

Aqui, o Galeano reflexivo (e crítico, como - quase - sempre).


Quatro frases que fazem crescer o nariz do Pinóquio


por Eduardo Galeano [*]
1. Somos todos culpados pela ruína do planeta 


A saúde do mundo está um asco. "Somos todos responsáveis", clamam as vozes do alarme universal e a generalização absolve: se somos todos responsáveis, já ninguém é. Reproduzem-se como coelhos os novos tecnocratas do meio ambiente. É a taxa de natalidade mais alta do mundo: os peritos geram peritos e mais peritos que se ocupam de envolver o tema na papel celofane da ambiguidade. Eles fabricam a nevoenta linguagem das exortações ao "sacrifício de todos" nas declarações dos governos e nos solenes acordos internacionais que ninguém cumpre. Estas cataratas de palavras – inundação que ameaça converter-se numa catástrofe ecológica comparável ao buraco do ozono – não se desencadeiam gratuitamente. A linguagem oficial afoga a realidade para conceder impunidade à sociedade de consumo, a qual é imposta como modelo em nome do desenvolvimento e para as grandes empresas que lhe extraem o sumo. Mas as estatísticas confessam. Os dados ocultos sob o palavreado revelam que 20 por cento da humanidade comete 80 por cento das agressões contra a natureza, crime que os assassinos chamam suicídio, e é a humanidade inteira quem paga as consequências da degradação da terra, da intoxicação do ar, do envenenamento da água, do enlouquecimento do clima [1] e da dilapidação dos recursos naturais não renováveis. A senhora Harlem Bruntland, que encabeça o governo da Noruega, comprovou recentemente que os 7 mil milhões de povoadores do planeta consumissem o mesmo que os países desenvolvidos do Ocidente, "seriam precisos 10 planetas como o nosso para satisfazer as suas necessidades". Uma experiência impossível. Mas os governantes dos países do Sul prometem a entrada no Primeiro Mundo, passaporte mágico que nos tornará todos ricos e felizes, não deveriam ser processados apenas por trapaça. Não estão apenas a escarnecer de nós, não: além disso, esses governantes estão a cometer o delito de apologia do crime. Porque este sistema de vida que se oferece como paraíso, fundado na exploração do próximo e na aniquilação da natureza, é o que nos está a enfermar o corpo, a envenenar-nos a alma e a deixar-nos sem mundo.


2. É verde o que se pinta de verde 


Agora, os gigantes da indústria química fazem a sua publicidade em cor verde e o Banco Mundial lava a sua imagem repetindo a palavra ecologia em cada página dos seus relatórios e tingindo de verde os seus empréstimos. "Nas condições dos nossos empréstimos há normas ambientais estritas", esclarece o presidente da banca suprema do mundo. Somos todos ecologistas, até que alguma medida concreta limita a liberdade de contaminação. Quando foi aprovada no Parlamento do Uruguai uma tímida lei de defesa do meio ambiente, as empresas que lançam veneno ao ar apodrecem as águas arrancaram subitamente a recem comprada máscara verde e gritaram a sua verdade em termos que poderiam assim ser resumidos: "os defensores da natureza são advogados da pobreza, dedicados a sabotar o desenvolvimento económico e a espantar o investimento estrangeiro". O Banco Mundial, em troca, é o principal promotor da riqueza, do desenvolvimento e do investimento estrangeiro. Talvez por reunir tanas virtudes, o Banco manejará, junto à ONU, o recem criado Fundo para o Meio Ambiente Mundial. Este imposto à má consciência disporá de pouco dinheiro, 100 vezes menos do que haviam pedido os ecologistas, para financiar projectos que não destruam a natureza. Intenção impecável, conclusão inevitável: se esses projectos exigem um fundo especial, o Banco Mundial está a admitir, de facto, que todos os seus demais projectos fazem um fraco favor ao meio ambiente. O Banco chama-se Mundial, como o Fundo Monetário chama-se Internacional, mas estes irmãos gémeos vivem, ganham e decidem em Washington. Quem paga, manda e a numerosa tecnocracia jamais cospe no prato onde come. Sendo, como é, o principal credor do chamado Terceiro Mundo, o Banco Mundial governo nossos países cativos que pelo serviço da dívida pagam aos seus credores externos 250 mil dólares por minuto e lhes impõe a sua política económica em função do dinheiro que concede ou promete. A divinização do mercado, que compra cada vez menos e paga cada vez pior, permite apinhar de quinquilharias mágicas as grandes cidades do Sul do mundo, drogadas pela religião do consumo, enquanto os campos se esgotam, apodrecem as águas que nos alimentam e crosta seca cobre os desertos que antes foram bosques.


3. Entre o capital e o trabalho, a ecologia é neutra 


Poder-se-á dizer qualquer coisa de Al Capone, mas ele era um cavalheiro: o bom do Al sempre enviava flores aos velórios das suas vítimas... As empresas gigantes da indústria química, petrolífera e automobilística pagaram boa parte dos gastos da Eco 92. A conferência internacional que no Rio de Janeiro se ocupou da agonia do planeta. E essa conferência, chamada Cimeira da Terra, não condenou as transnacionais que produzem contaminação e dela vivem e nem sequer pronunciou uma palavra contra a ilimitada liberdade de comércio que torna possível a venda de veneno. No grande baile de máscaras do fim do milénio, até a indústria química veste-se de verde. A angústia ecológica perturba o sono dos maiores laboratórios do mundo, que para ajudar à natureza estão a inventar novos cultivos biotecnológicos. Mas estes desvelos científicos não se propõem encontrar plantas mais resistentes às pragas sem ajuda química. Buscam, sim, plantas capazes de resistir aos praguicidas e herbicidas que esses mesmos laboratórios produzem. Das 10 maiores empresas produtoras de sementes do mundo, seis fabricam pesticidas (Sandoz, Ciba-Geigy, Dekalb, Pfiezer, Upjohn, Shell, ICI). A indústria química não tem tendências masoquistas. A recuperação do planeta ou o que nos resta dele implica a denúncia da impunidade do dinheiro e da liberdade humana. A ecologia neutra, que se parece antes à jardinagem, faz-se cúmplice da injustiça de um mundo onde a comida sã, a água limpa, o ar puro e o silêncio não são direitos de todos e sim privilégios dos poucos que podem pagá-los. Chico Mendes, seringueiro, caiu assassinado em fins de 1988, na Amazónia brasileira, por acreditar no que acreditava: que a militância ecológica não se pode divorciar da luta social. Chico acreditava que a floresta amazónica não será salva enquanto não se fizer a reforma agrária no Brasil. Cinco anos depois do crime, os bispos brasileiros denunciaram que mais de 100 trabalhadores por ano morrem assassinados na luta pela terra e calcularam que quatro milhões de camponeses sem trabalho vão para as cidades abandonando as plantações do interior. Adaptando os números de cada país, a declaração dos bispos retrata toda a América Latina. As grandes cidades latino-americanas, inchadas, a rebentar pela incessante invasão de exilados do campo, são uma catástrofe ecológica: uma catástrofe que não se pode entender nem mudar dentro dos limites da ecologia, surda perante o clamor social e cega perante o compromisso político.


4. A natureza está fora de nós 


Nos seus 10 mandamentos, Deus esqueceu de mencionar a natureza. Entre as ordens que nos envio do monte Sinai, o Senhor teria podido acrescentar, por exemplo: "Honrarás a natureza de que fazes parte". Mas não lhe ocorreu. Há cinco séculos, quando a América foi apresada pelo mercado mundial, a civilização invasora confundiu a ecologia com a idolatria. A comunhão com a natureza era pecado. E merecia castigo. Segundo as crónicas da Conquista, os índios nómadas que usavam cascas de árvores para vestir-se jamais descascavam todo o tronco, para não aniquilar a árvore. E os índios sedentários plantavam cultivos diversos e com períodos de descanso, para não cansar a terra. A civilização que vinha impor as devastadoras monoculturas de exportação não podia entender as culturas integradas à natureza e confundiu-as com a vocação demoníaca ou a ignorância. Para a civilização que diz ser ocidental e cristã, a natureza era uma besta feroz que era preciso domar e castigar para que funcionasse como uma máquina, posta ao nosso serviço desde sempre e para sempre. A natureza, que era eterna, devia-nos escravatura. Muito recentemente percebemos que a natureza se cansa, como nós, seus filhos, e soubemos que, como nós, pode morrer assassinada. Já não se fala de submeter a natureza. Agora, até os seus verdugos dizem que há que protegê-la. Mas num caso ou outro, natureza submetida e natureza protegida, ela está fora de nós. A civilização que confunde os relógios com o tempo, o crescimento com o desenvolvimento e o grandote com a grandeza, também confunde a natureza com a paisagem, enquanto o mundo, labirinto sem centro, dedica-se a romper o seu próprio céu.

[1] O clima (felizmente) não pode ser enlouquecido pela acção humana.   Esta tem poder "apenas" para degradar e destruir o ambiente. (N.R.)

O original encontra-se em cultural.argenpress.info/2009/12/cuatro-frases-que-hacen-crecer-la-nariz.html 

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .


UM AUTOR E SUA OBRA



Uma indicação: leiam, leiam muito, leiam tudo que esse escritor produzir. 
José Roberto Torero: um escritor especialmente fértil. Produz de tudo: de literatura infantil à adulta, de romances com nuances históricas a crônicas de futebol deliciosas de ler, passando por cinema (que roteiriza), teatro e televisão.
Tudo com uma sofisticação de linguagem inigualável e um humor singular.
Organizou até um blog de um dos personagens de seus livros infantis, o Blog do Lelê, de "O Diário do Lelê". 
Entre no site de Torero e confira: http://jr.torero.vilabol.uol.com.br/. Saiba da sua história, dos seus interesses, do seu time do coração, veja suas obras. Entre no seu Blog também:
http://blogdotorero.blogosfera.uol.com.br/.
No cinema - roteirista premiadíssimo - vale citar "Pequeno dicionário amoroso" e "O contador de histórias", entre outros.
Na literatura infantil, são primorosas as obras da coleção História Literária para Crianças, como "Nuno descobre o Brasil".  
Na literatura adulta, o livro "Terra Papagalli" é uma de suas obras especiais.
Veja como o livro é apresentado no site do autor:



"Quando larguei aquele rapazote nas praias da Ilha de Vera Cruz, digo, da Terra de Santa Cruz, digo, do Brasil, nunca poderia pensar que ele teria o destino que teve, ou seja, que se transformaria num rei, que teria tantas mulheres, que mataria tantos homens, que possuiria tantas moedas e viveria tantas aventuras. Na verdade, meu palpite era que ele morreria dali a uns dias, certamente devorado por selvagens antropófagos. Mas, como verão os que lerem este livro, as coisas não se deram exatamente assim. Muito pelo contrário.E, se errei minhas previsões quanto ao jovem Cosme Fernandes, hoje mais conhecido nos livros de história pela alcunha de Bacharel da Cananéia, errei ainda mais nas minhas previsões sobre a Terra Papagalli, digo, o Brasil, que achei ser um novo paraíso.
Quantos erros, meu Deus! Bem mereço estar no inferno. Pedro Álvares Cabral (psicografado)".



Agora, leia um trecho da obra para você compreender "o espírito da coisa"...


Humilde dedicatória ao conde de Ourique
"Santo Ernulfo disse que o homem é o mais faminto de todos os seres que andam sobre a Terra, pois não possui apenas a fome da boca, que se sacia com carnes e frutos da terra, mas muitas outras, cada uma vinda de uma parte do corpo:
*dos ouvidos, vem a fome de música;
*dos olhos, a de belas paisagens;
*do nariz, a de bons cheiros;
*do cano, a de mulheres;
*da mente, a de sabedoria, e
*da alma, a de Deus.
Caso seja isto verdade, senhor conde, estes meus escritos esperam saciar, ao menos, três de vossas fomes. A primeira, e mais importante, será a fome de Deus, pois aqui tereis provas da grande bendição que cai sobre aqueles que crêem na sua força e no seu poder, armas tão necessárias como a faca e a espada para quem teve a desgraça de passar por confins tão ferozes quanto desconhecidos.
A segunda será a fome dos olhos. É certo que não haverá neste livro nenhum desenho, mapa ou mesmo rabisco, mas, usando minhas palavras como pincel, pintarei alguns homens, vários animais e uns tantos costumes de ultramar.
Por fim, espero ainda fartar a fome da vossa mente, que com certeza muito anseia pelas singularidades do mundo e pelas novidades dos povos. E digo que não vos servirei descabidas mentiras e gigantescos exageros, como fazem alguns escritores pensando em tirar o dinheiro dos tolos, mas antes alimentarei vossa mente com fatos verdadeiros que, por serem reais, nos apetecem mais a curiosidade que a mais fantástica das lendas.
Antes de despedir-me, sinto-me ainda na obrigação de citar outra vez o grande Ernulfo, que disse que os erros são tragédia para quem os comete e comédia para quem deles ouve falar. Portanto, ride das minhas aflições e aprendei com elas.

Do humilde servidor e criado que beija vossas nobres mãos e vossos augustos pés,

Desta vila de Buenos Aires, hoje, 17 de abril da Era do Senhor de 1535.
Cosme Fernandes, dito Bacharel".

José Roberto Torero

(Trecho de Terra Papagalli)

Deu pra perceber? Pois é...